PR 2 – Romeiros da Peneda – Rota de Soajo (Ligação ao Mezio)

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Tipo de Percurso

Pequena Rota

Distância

17.78km

Duração

7h

Dificuldade

Médio
h

BROCHURA OFICIAL

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A Rota do Soajo, classificada e sinalizada como pequena rota, de acordo com os normativos FERP/ERA, percorre um velho caminho medieval, que permitia uma ligação excepcional entre Castro Laboreiro e a Vila de Soajo, e daqui ao Vale do Lima.

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Caminhamos num único sentido, o do Santuário de Nossa Senhora da Peneda, por antigos caminhos de fé e calçadas que guiaram desde sempre os peregrinos e romeiros ao longo da serra do Soajo. Ainda trilhadas por muitos devotos e forasteiros, permite ao caminhante sentir aspectos geográficos, sociais e religiosos de uma das mais típicas convivências do Minho – Romaria da Peneda, onde o religioso e o profano se conjugam em harmonia. Autênticos testemunhos da importância destes caminhos de “fé”, para as gentes locais, são os relatos de antigos romeiros, que aqui apresentamos alguns dos seus extractos: “…Dizem que a Senhora da Peneda fez um milagre e é por isso que as pessoas têm muita devoção na santinha. Atrás do santuário, lá em cima, tem um penedo muito grande que a gente chama a Fraga da Meadinha. Há muitos anos houve uma pedra que se soltou, rolou por lá abaixo, bateu no cemitério, galgou o lugar e foi parar ao rio. Ainda levou uns quartéis, mas não estragou nada da igreja, nem as casas das pessoas. E dizem que dois homens que estavam no rio ficaram presos a meio desse penedo, mas não morreram e só ficaram feridos quando os foram salvar porque tiveram que mover o penedo com uns ferros. Foi um milagre! O curioso é que ainda hoje em dia se olharmos para a Fraga da Meadinha, para a parte de onde se descolou esse tal penedo, que se consegue ver umas letras: um “M”, um “I”, um “F”. A gente bem que junta as letras, mas não sabe o significado delas. Quem se puser no terreiro mesmo em frente ao mosteiro e olhar para lá também as vê….”

Maria de Fátima Fernandes nascida em 1943

Soajo, 2011

“…Vinha muita gente a pé de Ponte de Lima, Viana, Braga, Vila Verde e outros sítios e o Soajo era um ponto de passagem, onde as pessoas aproveitavam para se divertir e dormir. ….. O povo juntava-se no Largo do Eiró, mesmo em frente à minha casa, que é o centro do Soajo. À volta estavam mulheres a vender café. Montavam um botequim pequenino, com uma mesinha e xícaras, faziam ali o café e vendiam a quem queria …. Vendia-se também muitos cântaros de vinho, broas de pão e feno porque muitos romeiros vinham a cavalo, então faziam a sopa de vinho ou a sopa de burro cansado para os alimentar. …No Largo do Eiró era festa toda a noite durante aqueles dias da romaria, porque os romeiros queriam passar o tempo e como não havia lugar para todos dormirem então andavam no bailarico. A minha mãe, que Deus a tem, botava umas mantas no chão e deixava os peregrinos mais velhos e crianças deitarem-se para tentarem descansar…”

Joaquim Rodas da Cunha nascido a 1928

Soajo, 2011

“…A nossa povoação fartou-se de ir à Romaria da Peneda. Naquele tempo seguiam para a Peneda, para a paródia, ranchos e ranchos de pessoas. Vinha muita gente a pé e de muito longe pagar promessas a Nossa Senhora. Lembrome que vinham homens com burras a cavalo e quando chegavam ao Soajo pediam um braçado de crochas a quem tinha milho para botar às burras. Dantes no Largo do Eiró não havia lojas, era quase tudo cortes, mas era aí que os romeiros dormiam abrigados. No outro dia punham-se a pé e iam para a Senhora da Peneda a pé. … Fartei-me de ir à Peneda, mas de novenas não! Fui a muita romaria …. De promessa só fui um ano e fiquei no quartel com os outros peregrinos do Soajo. Foi uma promessa que prometeu a minha avó pela minha mãe. Mas depois de a minha mãe morrer, eu e as minhas irmãs tivemos que pagar aquela promessa. Eram três dias a cada filha a pão e água…”

Ana Domingues Gomes nascida em 1927

Soajo, 2011

• Não saia do percurso marcado e sinalizado.
• Preste atenção às marcações.
• Evite fazer ruídos e barulhos.
• Respeite a propriedade privada.
• Feche portões e cancelas.
• Não abandone o lixo, leve-o até ao respectivo local de recolha.
• Não incomode os animais. Cuidado com o gado.
• Não recolha plantas, animais ou rochas. Deixe a natureza intacta.
• Faça fogo apenas nos locais destinados para o efeito.
• Evite andar sozinho na montanha.
• Guarde o máximo cuidado nos dias de nevoeiro.
• Utilize sempre botas de montanha, impermeável e um chapéu.